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História do Tuba

postado por Elias Gigek em 24 de abril, 2010
Categoria(s): Dados Históricos

História do Tuba

Por Elias Gigek

Concepção e Construção

O tuba é um instrumento musical de sopro e o mais grave da família dos metais, e por que não dizer o mais grave instrumento existente, uma vez que sua extensão, chega ao nível de sub-contrabaixo, geralmente até o Mi bemol pedal 2.

Ele consiste num tubo cilíndrico recurvado sobre si mesmo e que termina numa campana em forma de sino. Dotado de bocal e de três a seis pistões, possui todos os graus cromáticos.

O tuba tem uma das construções mais claras a respeito das etapas do som. Como sabemos o som tem cinco etapas principais, ele é: produzido, conduzido, transformado ou encorpado, ampliado e propagado.

No tuba temos o bocal (onde o som é produzido pelos lábios), o tudel (onde o som é conduzido até a máquina), a máquina (onde o som é transformado ou encorpado) o corpo (onde o som é ampliado e toma a forma real) e por último é propagado após sair pela campana.

Para que todas essas etapas, ocorram de forma correta, temos que ter um tuba com uma construção perfeita, em todas as etapas.

Bocal

É necessário que o bocal seja confeccionado, de um material apropriado (geralmente bronze ou latão) e no caso do bocal é importante ter um banho especial de prata ou ouro, já que tudo começa no bocal. Temos que prestar atenção nesse detalhe, pois não adianta nada termos um tuba de qualidade e um bocal com falhas de construção, ou de material não ideal como: madeira, plástico, alumínio entre outros. Os bocais mais famosos e usados não são apenas construídos com fator estético, mas projetados minuciosamente em todos os detalhes como: profundidade do copo, diâmetro de abertura e escape, curvatura ideal interna, entre outras coisas.

Tudel

No caso do tudel, sabe-se que, quanto menor a distancia entre bocal e corpo, nesse caso a condução do som, temos mais chances de acertar na afinação correta. Sempre é bom observar que em tubas de qualidade, o tudel deve ficar não muito preso ao corpo, já que temos uma vibração grande e isso pode atrapalhar nessa condução, independentemente do calibre do tuba, o tudel deve ter um calibre compatível, temos exemplos de tubas onde temos tudeis com 15mm à 19mm, mas o mais comum e geralmente em tubas 4/4 é que esse tudel tenha 17mm. Por se tratar no próximo passo logo após a produção do som, existem tudeis com banhos especiais ou até de materiais, que não são comuns em tubas como prata ou cobre.

Máquina

Na máquina temos o passo mais complicado na construção e um dos mais importantes, já que na máquina é que damos forma ao som e lá que temos que definir a afinação correta e tessitura. Geralmente é construída de latão, nas pompas e caixas de pistos ou rotores, os próprios pistos e rotores devem ser confeccionados de um material mais duro, geralmente de alpaca, já que lá temos a movimentação intensa e um material mole como latão poderia danificar seriamente todo o conjunto, com o atrito de materiais iguais.

As máquinas podem estar em duas posições, vertical ou frontal, para uma melhor comodidade e agilidade na manipulação do tuba, geralmente são utilizadas e mais comuns em orquestras, o tuba com máquina frontal, por vários motivos, os mais importantes são : a própria agilidade ao manipular as pompas de afinação e o fato de acumular a saliva na pompa principal e não em todas as outras pompas, como ocorre muito em tubas de máquina vertical.

Corpo

O corpo ou caixa de ressonância, recebe o som da máquina, que até esse momento só tinha passado por tubos cilíndricos, tanto no tudel como na máquina. O som é recebido no fim da máquina geralmente com calibre maior que em outros pontos (19 à 22mm) e é ampliado no corpo, por uma sequência de tubos cônicos, que vão aumentando de calibre até chegar a campana.

Existe uma medida precisa do comprimento do corpo, para que possa ter uma afinação perfeita, geralmente um tuba contrabaixo em Si bemol, tem aproximadamente 5m de extensão desde a saída da máquina até a campana.

Definição

Os tubas são divididos de algumas formas, como por tamanho que podem ser: 3 /4, 4/4, 5/4 e 6/4. Além disso temos quatro tonalidades de tubas, que apenas variam pela sua extensão e tessituras.

Temos tubas baixo em Mi bemol e Fá e tubas contrabaixo em Dó e Si bemol, alem dos modelos mais conhecidos temos também o tuba tenor , também conhecido como euphonium e o barítono, muito parecido com o euphonium, mas com corpo de calibre menor.

As máquinas podem ter de 3 à 6 válvulas (pistos ou rotores), sendo responsáveis pela divisão cromática e formação dos harmônicos, apenas 3 válvulas, que são combinações de pompas com medidas diferentes. A partir daí, temos vários recursos, como a 4ª válvula, maior que a pompa da 3ª válvula, geralmente para recursos nas notas graves, ainda temos tubas com 4ª e 5ª válvula, mais comuns entre tubas contrabaixo, onde podemos ter combinações diferentes e uma afinação mais exata.

O Tuba não é um instrumento transpositor. Essa tradição parte do principio que todo material escrito para instrumentos graves antes da invenção do tuba (serpent, oficleide) eram escritos em Dó. A existência de instrumentos de tais afinações (Dó, Sib, Fá e Mib) apenas é diferenciada pela extensão, ou seja, o limites de alcance de suas notas e sua tessitura (também diferenciada).

Desde o seu aparecimento, na primeira metade do séc. XIX, logo foi incorporado nas orquestras sinfônicas.

Elementos históricos

O tuba é originário do “ophicleide”, uma espécie de tubo com chaves utilizada por volta de 1800, ainda antes da invenção do sistema de pistões. Este instrumento começou a ganhar popularidade nas pequenas bandas de metais da Grã-Bretanha, onde um antecessor do atual Sousafone, chamado Helicon, era usado devido à sua portabilidade (mais fácil de transportar).

OBS. Sabe-se também que desde o Império Romano, utilizava-se um tipo de trompa baixo, que contornava o corpo do músico, que podemos dizer que foi o primeiro conceito de tuba utilizado, uma vez que era um instrumento de calibre largo e tinha o bocal como principio.

Mais tarde, Richard Wagner utilizaria uma variante deste instrumento baseada no Corne Inglês, razão pela qual surgiu a chamada Tuba Wagneriana. Em 1860, John Philip de Sousa patenteou um novo tipo de tuba baseado no Helicon, dando origem ao atualmente chamado Sousafone.

Por esta altura, os alemães Johann Moritz e Wilhelm Wieprecht construíram o modelo de tuba que seria o precursor do modelo mais utilizado hoje em dia. Desde esta altura, o design e conceito geral do Tuba permaneceram inalteráveis, mas diversas variantes foram sendo introduzidas, Sousafones em fibra de vidro (para serem usados em desfiles).

Atualmente, os tubas podem ser encontradas nas mais diferentes formas e combinações e a variedade aumenta drasticamente se incluirmos nesta categorização os euphoniuns (que também são chamados de Tuba Tenor). Assim, encontramos Tubas em diferentes afinações (Sib, Do, Mib, e Fá), com campanas desde 36 a 77 centímetros de diâmetro, voltadas para cima ou para a frente, laqueadas ou niqueladas, com pistões normais ou com válvulas rotativas (ou ambos), com 3 até 6 pistões etc…. e a variedade é ainda maior se adicionarmos as várias cambiantes dos Sousafones (como por exemplo o raríssimo Sousafone com 2 campanas).

Nas bandas filarmônicas, cabe aos Tubas o fundamental papel de suporte harmônico, uma vez que compõe o naipe de instrumentos que atuam no registro grave.

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